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Cuide-se

Estava, agora mesmo, lendo o blog do Edson Marques, como de costume, e deparei-me com algo que eu sempre quis escrever, algo que é exatamente "eu". Ele nem deu brecha pra eu querer modificar algo, nem um pedacinho sequer. Segue na íntegra:

"Eu sempre me afasto dos nervosos. Tenho a delicadeza de jamais ligar-me a pessoas falsas, grossas, insensíveis. Fujo dos enfurecidos. Desvio-me radicalmente dos ciumentos. Quero distância absoluta de estressados e neuróticos. Não concedo aos medíocres sequer minha presença temporária, nem permito aos brutos que suponham ser possível invadir os meus momentos de amor (que são todos). Não negocio a minha própria Liberdade.

Porque, se eu não for delicado comigo, seu eu não for responsável por mim, se eu não respeitar profundamente os meus amores, compactuarei com esses peçonhentos que adoram ser algozes. Aliás, se eu não me cuidasse muito desde sempre, esses desgraçados, esses autoritários já teriam certamente anulado meu espírito...

Espero que você também se cuide."

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Você sai do trabalho depois de quase 10 horas resolvendo problemas, de saco cheio, chega no estacionamento e encontra um bilhetinho no párabrisa... "PRONTO! Só o que faltava, bateram no meu carro..."

Não entendo - por Clarice Lispector

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.