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Lições da crise

Neste ano o mundo pôde assistir de camarote algumas das empresas de maior sucesso irem por água a baixo e, pior ainda, humilharem-se, ridicularizarem-se pedindo milhões ou bilhões de ajuda aos seus governos. Veja o caso das 3 grandes do mundo automobilístico: durante décadas se apropriaram de construtores menores para minimizar a concorrência e monopolizar o mercado - e com a concessão do governo! Durante décadas fabricando carros de plástico e a cada ano fazendo mínimas modificações em seus modelos para se aproveitar do povo que vive de estatus e ignorância. Uma grande estratégia desenvolvida em cima do consumismo: a obsolescência compulsória. Mas foram incapazes de criar um plano B.

Por outro lado tivemos um dos maiores exemplos de sucesso: a Porsche tentando adquirir participação majoritária na Volkswagen. Coisa linda, uma empresa que tem um nicho muito restrito - carros esportivos de luxo - tomando posse de uma empresa gigantesca como a Volks.

E a Ferrari? Ameaçou sair da Fórmula 1 se não puderem gastar mais dinheiro que os outros no desenvolvimento dos seus motores.

A Audi investiu milhões no desenvolvimento do seu motor turbo diesel, colocou pra correr em Le Mans e faturou todas. Correndo com DIESEL!

Porsche, Ferrari e Audi são 3 exemplos de maior sucesso estratégico. São empresas que investem em criação e desenvolvimento de tecnologias novas, e ainda assim, no meio dessa crise global, têm lucro.
E as 3 "grandes", GM, FORD e Chrysler, o que fizeram esse tempo todo? Nada, sempre a mesma merda. Sempre mais do mesmo...


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Não entendo - por Clarice Lispector

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.