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Tão soberbas à noite
Seduzem com o olhar
Atraem todas as atenções
E disfarçam com indiferença
Como deusas entre os mortais

Tadinhas, tão descartáveis
Nem meu opala tem tanta massa
Se chover viram uma meleca só
E não restaria nada
Só o eco do túnti túnti
No vazio de seus poronguinhos

Dá peninha de ouví-las quando abrem as boquinhas
Aturá-las é um sacrifício quase sobre-humano
Que pelo belo par de pernas
Acabamos por fazer

Homem é tudo babaca mesmo.

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Não entendo - por Clarice Lispector

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.