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Tele-Murrinha II

- Alô, boooom diiiiiaaaaaaaaa!
- Bom dia.
- Sr. Mááááicooou?
- Não, Micaéu.
- Micaéu, aqui é do Seguro Ouuuro do Banco do Brasil e quero lhe informar que o Sr. foi COMTEMPLADO COM INFORMAÇÕES sobre os seguros de automóveis do Seguro Ouro do Banco do Brasil!
- Ô, que "sorte" a minha...
- Pois é Sr. Máicou, eu gostaria de confirmar a marca do seu automóvel.
- Chevrolet.
- "Che-vro-let", sim, estou atualizando seu cadastro, só mais 1 minutinho... pronto. Qual o modelo e ano do seu carro Sr. Micaéu?
- Opala. 1972. Estou muito interessado no Seguro Ouro do BB...
- Ahm... Sr., confirmando, seu veículo éééémm... um opala setenta-e-dois?
- Isso, rebaixado, com suspensão de stock car, motor V8 preparado pra competição, e...
(interrompido bruscamente)
- Senhor, agradeço seu interesse, as suas informações foram atualizadas e o Sr. pode entrar em contato novamente (?!) qnd o senhor desejar fazer um Seguro Ouro para seu veículo. Um bom dia. (tu, tu, tu, tu...)

Sim, as duas no mesmo dia...

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Obrigado!

Você sai do trabalho depois de quase 10 horas resolvendo problemas, de saco cheio, chega no estacionamento e encontra um bilhetinho no párabrisa... "PRONTO! Só o que faltava, bateram no meu carro..."

Não entendo - por Clarice Lispector

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.